segunda-feira, 5 de junho de 2017

ANDAMENTOS

As palavras para identificar o andamento (velocidade da música) existiam antes da invenção do BPM (batidas por minuto), este muito mais preciso. Mas são termos ainda úteis no diálogo entre os músicos, quando não se quer ou não se pode ter o auxílio de um metrônomo.

Como as palavras estão relacionadas com o caminhar de uma pessoa, o sentido é rapidamente apreendido. Diferente dos números, que exigem tempo de experiência com o metrônomo para identificar o andamento.




domingo, 4 de setembro de 2016

TUDO SOBRE BAQUETAS

Antes de tudo, é importante que você, baterista iniciante, saiba que a baqueta de madeira não deve ser substituída por varetas de bambu, vassourinhas ou coisas do gênero no momento de seu estudo. Isso porque somente a baqueta de madeira vai te proporcionar o peso para conquistar um rebote adequado para o treino da alavanca e o controle de intensidade das notas. Você pode até treinar em superfícies com pouco rebote, mas nunca sem uma baqueta de madeira! Ou sua evolução estará seriamente comprometida. As vezes substituímos uma baqueta de madeira por uma vareta de bambu para reduzir o volume, mas isso não é indicado. Vassourinhas e varetas de bambu ou similares são para usos muito específicos e possuem técnicas específicas, indicadas para performances em estilos suaves, como a bossa nova e o jazz, ou em situações acústicas de pouco volume.

Outra dica: prefira baquetas feitas de madeira hickory. Elas são mais resistentes e duras, proporcionam um bom peso para o treino nas mãos e não se degradam tão facilmente como outras madeiras. Existem outras madeira duras, mas a de hickory é a mais popular e mais facilmente encontrada. Mais uma dica: experimente vários tamanhos de baqueta, mas para certos exercícios uma baqueta muito grossa e pesada não dará para você um bom resultado (exemplo: papa-mama). Certamente que o treino com baquetas mais pesadas como a 5A vai te deixar com maior resistência e potência quando você for usar uma baqueta mais leve como a 7A, portanto, o legal é alternar o uso de baquetas em diferentes exercícios.


Antes de falarmos das baquetas de madeira, lembro que existem diversas formas de percutir em uma pele de bateria. John Bonhanm (Led Zeppelin) utilizava as mãos e também duas baquetas em cada mão. Pode-se utilizar vassourinhas, varetas de bambu e baquetas com ponta de feltro (essas são utilizadas para efeitos em pratos, surdos e tímpanos, nunca para conduzir). Mas certamente as baquetas de madeiras são essenciais e insubstituíveis.

A baqueta é um objeto em forma de pequeno bastão, geralmente, com uma das extremidades arredondadas, para percutir diversos instrumentos musicais. Pode ser feita de vários materiais, principalmente de tipos variados de madeiras, plásticos e/ou fibras.

As pontas podem ser arredondadas em formatos diferentes, esta variação é devida a peculiaridade exposta por cada ritmo, e elas podem ser de plástico, borracha, madeira, vidro e /ou outros materiais, fica ao gosto do músico, pois cada um extrai um som diferente. 

Os diferentes tipos de materiais causam diferentes sons, assim como as diferentes peles dos instrumentos percutidos. 

As baquetas têm vários tamanhos e densidades, que se adaptam ao estilo musical e à sonoridade que o baterista queira produzir. Uma baqueta mais densa propicia um som mais forte, enquanto uma baqueta mais longa propicia um controle maior.

Existem vários tipos de baquetas, variando em seu tamanho, peso, espessura. Cada tipo geralmente é indicado a um determinado estilo musical. Mas os tipos de baquetas também podem ser escolhidos, levando em conta o gosto pessoal. 

As baquetas modelo 5A são as mais utilizadas, não são nem pesadas nem leves. São muito indicados para iniciantes, e a estilos musicais não muito pesados (pop, rock, country, samba, reggae, etc). Já o modelo 5B é um pouco mais pesado. É indicado para práticas de exercícios técnicos e a estilos de música um pouco mais pesada (hard-rock, heavy-metal, etc); as baquetas 7A são indicadas para quem gosta de tocar algo mais ágil como o jazz, tem uma pegada mais leve, e em geral é a mais usada por sua leveza e versatilidade. 



Antes da década de 1950, não existiam empresas especializadas em fabricar baquetas. Os próprios fabricantes de baterias e outros instrumentos de percussão, confeccionavam e comercializavam as baquetas. Também havia bem menos modelos do que atualmente e seus nomes eram dados de acordo com a aplicação. Desde aquela época, as três designações mais comuns são baquetas “A”, “B” e “S”. 


Letra “B”: era referente à “Band” (banda) e serviam para as baquetas direcionadas para bandas de teatro, “big bands” ou para orquestras. Letra “S”: era referente à palavra “Street” (rua), e especificava os modelos feitos para serem usados em bandas marciais e/ou fanfarras. 

Letra “A”: a origem para utilização desta letra é um pouco vaga. Aparentemente ela identificava as baquetas que não se enquadravam como “B” ou “S”. O mais evidente é que eram referentes à expressão “All Purpose” (de uso geral). 

Os números nas baquetas servem para dar uma impressão a respeito de seus tamanhos. Nos modelos “A” e “B”, quanto maior o número, menor é a baqueta. 

Exemplificando, uma baqueta 2B é maior que uma 5B, uma baqueta 7A é menor que uma 5A. 

As baquetas de bandas marciais e/ou fanfarras, são designadas com esse conceito numérico ao contrário. Exemplificando, as baquetas 1S são menores que as 2S, que são menores que as 3S. 

Estas identificações podem até nos confundir, além de que dificilmente encontraremos alguma fonte de informação que saberá explicar exatamente os motivos. Alguns destes detalhes foram perdidos na história. 



Classificação 

7A 
Geralmente o mais leve dos tipos, as baquetas 7A são utilizadas para estilos que exigem menor volume, maior leveza e delicadeza como jazz, bossa e samba. Também muito utilizada por iniciantes e estudantes. Por serem mais leves e finas podem quebrar mais facilmente. 

5A 
Baquetas 5A são em geral mais resistentes que as 7A. Utilizada comumente para estilos um pouco mais pesados e que pedem mais volume como o rock. 

5B 
São bem mais pesadas e resistentes. Possuem um maior diâmetro e por consequência mais madeira e são usadas para estilos mais pesados como heavy metal e outras vertentes de rock. 

2A e 2B 
São bem mais grossas e pesadas do que as que falamos anteriormente. São também mais resistentes e duram mais. São frequentemente usadas pelos bateristas das bandas mais pesadas. 





SEGURANDO UMA BAQUETA





DIFERENTES CABEÇAS



PARTES DA BAQUETA (CORPO)



FONTES:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Baqueta

http://www.baquetasliverpool.com.br/conheca-as-baquetas-2/

http://www.clubedobaterista.com.br/baquetas/como-escolher-o-tipo-baqueta-ideal-para-voce

sexta-feira, 29 de julho de 2016

AS PRIMEIRAS BATERIAS

O início da bateria se dá nos EUA, portanto os kits que você verá não são encontrados no Brasil, pois a bateria chegou mais tarde por aqui. Lá nos EUA, as primeiras baterias modernas surgem na década de 20. Modernas pois já vinham com estante de caixa e pedal de bumbo, peças que não existiam antes. O bumbo, antes disso, era tocado com o pé ou baqueta e a caixa segurada com talabarte, herança das bandas marciais que forneceram parte das peças que criaram a bateria moderna.

As primeiras baterias eram montagens muito criativas que geralmente incluíam tons chineses, blocos de madeira, címbalos do tipo China, os "low boys" ou "címbalos de meia" que precediam o moderno chimbal. E, claro, os grandes tambores e tarolas nas pequenas e finas estantes.

Aqui estão as vistas frontal e traseira de um belo kit antigo de 1930 que apresenta um design de "mulher aranha" na cabeça (pele) do bumbo. Vemos o familiar tom chinês, o pequeno bloco de madeira dupla que também era comum em kits desta época, o misterioso prato de pé montado no canto da pele de ataque do bumbo, um prato tipo China suspenso e um pandeiro. E a caixa, claro. Observe também o silenciador e o livro de instruções do bumbo! 

Abaixo podemos ver outro lindo kit antigo de 1929, feito por Ludwig e Ludwig. Pintura artesanal na pele do bumbo como era comum na época. O acabamento (superfície externa do bumbo e caixa) é chamado "Pérola de Pavão". A peça vermelha é o tom chinês. Dentro do pandeiro vemos algum tipo de sinete grande montado em um cabo de madeira. E há aquele prato montado no bumbo, logo à direita do pedal do bumbo. 


Na imagem seguinte, uma foto moderna de um kit antigo que quase certamente foi montado a partir de partes distintas que originalmente não estavam juntas nesta forma (originalmente esses kits eram mais simples, como as imagens de cima). Mas quem quer que o tenha juntou ficou com itens vintage: quatro tom-toms chineses (bastante grandes, especialmente aquele que fica em pé e que está visível e na posição em que encontraríamos um tom moderno tipo surdo) , um conjunto de blocos de templos (parecendo novos ou restaurados), uma mesa de percussão (trap, em inglês) para pequenas percussões e outros, e alguns pratos, incluindo um tipo chinês.


Observe o bumbo brilhante: por dentro há uma lâmpada, que, além de deixar o tambor bem legal, serviu à finalidade prática de manter as cabeças do bumbo aquecidas, portanto, mais apertadas. Era uma forma de se manter a afinação desejada, pois as pelas de animais eram muito sensíveis a temperatura.


O sistema de afinação nos velhos tambores eram com corda, como em muitos instrumentos de percussão utilizados atualmente. A corda se dividia nos dois segmentos superiores, formando a forma da letra Y. Nesse ponto, há uma manga de couro em forma de leque que a corda está passando através. Esta manga pode ser deslizada ao longo do comprimento do cabo, para apertar ou diminuir a tensão. 

Agora, mais um ponto de interesse: uma certa tecnologia obscura que estava em uso nas baterias da época: dê uma olhada no pedal do bumbo nas imagens acima. Especificamente, na haste de metal que vai do pedal até a bola do batedor. Lá você verá um pequeno pedaço de metal curvo, a cerca de um terço do caminho da haste do batedor. Isso tocaria o pequeno prato que você vê montado no bumbo logo à direita do pedal do bumbo. Engenhoso! O baterista poderia obter dois sons com um golpe do pé. Mas, pensando um pouco mais, você poderia imaginar que o baterista poderia ter quatro sons. Como assim? Depende se o impacto do pé do baterista é uma recuperação rápida (o que faz o bumbo e o prato ressonarem e tocarem, respectivamente) ou se o seu strike "permanece" no tambor e prato, o que resulta em um tom mais suave do bumbo e um som entupido (mais parecido com um chimbal fechado) do címbalo. Também o metal curvo podia ser girado para dentro ou para fora da posição de tocar, de modo que o prato não soaria nada se o baterista não quisesse.

Na imagem abaixo, vamos observar os vários itens de percussão incluídos neste kit: há um prato suspenso tipo China e dois (ou são três) cowbells, além de um bloco de madeira montado no topo do bumbo. Em seguida, há um triângulo pendurado na frente da cabeça do bumbo para o lado esquerdo e, anexado ao lado direito, um item de percussão cujo design permaneceu praticamente inalterado ao longo das décadas: é uma catraca, tocada por uma manivela pequena. A catraca é afixada no aro do bumbo por meio de um parafuso.

Note também o gongo ao lado da parede. Agora vamos dar uma olhada mais de perto no anexo do pedal do bumbo que falamos logo acima.


A imagem mostra que algumas pessoas estavam experimentando e sendo criativas desde o início. É claro, a criatividade é inerente à condição humana. Além dos itens familiares que vimos até agora, este kit ostentava uma catraca, buzinas triangulares, um grande sino pendurado, um pandeiro, um par de instrumentos de percussão um par de pequenos gongos e diversos sinos. E esse deve ser o maior prato usada nesta época.



Agora observem a imagem abaixo. Dê uma olhada nesse pedal de bumbo! Observe a caixa, que não está em seu próprio suporte, mas sim presa ao bumbo. Isso significa que o talabarte estava sendo aposentado e a estante de caixa estava para ser inventada logo (uma transição). Essa tarola (caixa), a propósito, é muito antiga. Apenas cinco garras de afinação e as que funcionam com manivela. Observe também que tem aros de madeira e peles de bezerro. 


Há um braço em forma de T montado no bumbo (preso ao aro) fazendo o trabalho triplo: segurando um pequeno prato suspenso, triângulo e bloco de madeira. Também um pandeiro é montado no bumbo.

Estranhamente, o prato montado na bateria do bumbo tem seu próprio pedal dedicado, o que significa que o baterista teria que tirar o pé direito do pedal do bumbo para tocar o prato do pé. Não é uma ideia particularmente elegante. Eu imagino que um baterista destro teria montado este prato e pedalaria no lado esquerdo do bumbo. 

(OBS: ESSA POSTAGEM ESTÁ EM PROCESSO DE PESQUISA, LOGO TEREMOS MAIS CONTEÚDO!)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

HISTÓRIA DA BATERIA NO BRASIL

A história da bateria no Brasil está intimamente ligada ao surgimento das bandas de metais nos anos de 1830, com a criação da banda marcial da Guarda Nacional. Logo esses grupos se proliferaram por todo o país e por volta de 1880 animavam os bailes tocando as músicas da época como : polcas, valsas, maxixes, dobrados e outras. O momento exato da chegada da bateria no Brasil é controverso, há evidências que o pianista e baterista norte-americano Harry Kosarin tenha sido o primeiro baterista a tocar com a orquestra do maestro Souza Lima em São Paulo por volta de 1919. 

As primeiras aparições de bateristas brasileiros são feitas nas salas de cinemas onde fazem a sonoplastia para filmes mudos, onde o baterista normalmente usava uma caixa sobre uma cadeira, um bumbo ,sem pedal, que era tocado com as mãos ou mesmo com chutes, e um prato pendurado na grade que separava a platéia dos músicos. O samba surgiu um 1910 no princípio acompanhado de piano e instrumentos de corda e de metais, foi só a partir de 1920 é que surgiu um outro tipo de samba, o samba batucado surgido na Estácio de Sá, onde havia uma grande participação dos instrumentos de percussão. 

Entre 1920 e 1950 não se tem muita coisa sobre a bateria no Brasil. 
Foi à partir de 1950 com o surgimento da bossa nova é que mudou o cenário musical brasileiro. O samba vai tomando o seu formato na bateria através das bandas do cassino da Urca e da Rádio Nacional. O aparecimento das primeiras baterias brasileiras é muito confusa, alguns dizem que foi a fábrica de baterias Caramuru a primeira a fabricar baterias no Brasil. 

A bateria Pinguim surge em 1952, inspiradas nas já famosas baterias Ludwig. As baterias Pinguim foram muito usadas por músicos das mais variadas vertentes musicais de 1952 até o final dos anos de 1970, nos anos 80 eram os melhores instrumentos feitos no Brasil. 

Foi também nos anos 50 que surgiram outras marcas de bateria como a gope , saema , rollstar e taiko, mas essas não tinham um padrão definido, algumas vezes o instrumento tinha um ótimo som em outras vezes deixava a desejar. Ainda nos anos 50 surgiu a fábrica de pratos Ziltanann, um prato que fez muito sucesso entre os anos 60 e 70. 

Na década de 1980 Tibério Correa começou a fabricar as baterias Luthier, feitas a mão com alto padrão de qualidade, ainda nos anos 80 Raul Sperloni funda a Raul instrumentos de percussão que além de congas e bongôs produziu ferragens para bateria de altíssima qualidade, fato inédito no Brasil até então. A marca Raul foi incorporada pela Bauer Percussion. 

Nos anos 90 com a abertura do país para produtos importados as grandes marcas como tama , pearl, gretsch, slingerland, ludwig, yamaha fizeram sua estréia em terras brasileiras. As dificuldades impostas pela entrada de instrumentos importados, pois muitos deles eram fabricados na china e chegavam aqui com baixíssimos preços, não acomodou a indústria nacional. Hoje há marcas como a Odery famosa mundialmente e que tem representantes pelos Estados Unidos e Europa, temos ainda a RMV e a Adah, os pratos Ziltanann estão de volta no mercado sendo fabricados pela Weril , e ainda falando de pratos temos a Orion e a Octagon sem falar nas peles de altíssima qualidade da RMV , Gope , Batera e Luen.

autor/fonte: http://joaoamilton.blogspot.com.br/2012/07/bateria-no-brasil.html

RUDIMENTOS


O que é rudimentar, obviamente, é importante. Rudimento significa as primeiras lições de uma arte, a base portanto. Mas nem todos os estudantes percebem essa obviedade, por isso irei direto ao ponto neste post: não se pode tocar bem bateria sem um domínio mínimo dos principais rudimentos.

Mas o que são os rudimentos? São sequências definidas de toques a serem treinados repetidamente. Padrões de combinações que constituem um exercício, como por exemplo o paradiddle: direita/esquerda/direita/direita/esquerda/direita/esquerda/esquerda.

O paradiddle, por sua vez, é uma variação, um rearranjo de outros dois rudimentos ainda mais simples, o toque simples (direita/esquerda/direira/esquerda) e o toque duplo (direita/direita/esquerda/esquerda). E assim, reagrupando de maneiras diferentes os toques com as baquetas das mãos esquerda e direita, é possível construir vários outros rudimentos.

A Percussive Arts Society, maior entidade de divulgação de bateria e percussão do mundo elenca 40 exercícios básicos para serem treinados. São os famosos 40 rudimentos. Mas não se assuste com a quantidade, dentre os 40 há muita repetição. Sobram, depois de uma boa peneira, uns 15 exercícios que devem, esses sim, ser treinados à exaustão.

Segue o link para baixar o pdf com os 40 rudimentos. Quem tiver dificuldade em ler partitura pode ouvir os rudimentos, um a um, clicando em “listen to the rudiments”. Bom estudo.



autor/fonte: https://baterajoinville.wordpress.com/


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

HISTÓRIA DA BATERIA

O Princípio

Os estudiosos consideram que a voz foi o primeiro instrumento musical surgido. Seguindo esse raciocínio poderemos considerar os instrumentos percussivos, os primeiros instrumentos criados pela humanidade, uma vez que, batendo seus bastões ou os próprios pés no chão ou em pedras e madeiras, os homens da Antiguidade já marcavam o ritmo para as danças e cerimônias religiosas e até se comunicavam por esse meio. Os primeiros tambores provavelmente consistiam em um pedaço de tronco de árvore oco (furado). Estes troncos eram cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe e eram percutidos com as mãos. 

Os tambores mais antigos descobertos em escavações arqueológicas pertencem ao período Neolítico. Um tambor encontrado numa escavação da Moravia foi datado de 6000 anos antes de Cristo. Na Mesopotâmia foram encontrados pequenos tambores (tocados tanto verticalmente quanto horizontalmente) datados de 3000 anos antes de Cristo. Tambores com peles esticadas foram descobertos dentre os artefatos Egípcios, de 4000 anos antes de Cristo. A diversidade de instrumentos percussivos é quase incontável: são bongôs, tímpanos, tamborins, pandeiros, congas, entre outros. 


Fins do século XIX 

Bandas de sopros, ou o que chamamos no Brasil de fanfarras, eram os grupos instrumentais mais comuns nos Estados Unidos no final do século XIX. Em praticamente cada cidade americana existia o que chamaríamos de coreto, no qual as apresentações aconteciam. A razão para a existência dessas bandas pode ser atribuída em parte à guerra Civil Americana. Cada unidade militar tinha seu pelotão musical formado de acordo com a localidade. Eventualmente alguns grupos continuaram depois da guerra, enquanto outros debandaram. Cada banda de sopro tinha dois ou mais percussionistas que tocavam a caixa, o bumbo e, às vezes, pratos. Além das performances em paradas nas ruas, essas bandas começaram a tocar em lugares fechados, entretendo o público em eventos sociais. Quando esses grupos foram para os recintos fechados, a formação habitual foi diminuída por razões práticas. Por conta disso a necessidade de dois ou mais percussionistas também diminuiu, e invenções começaram a aparecer. 

O conceito de um percussionista tocando dois ou mais ritmos se tornou possível graças à invenção do suporte de caixa e do pedal de bumbo. Antes da invenção do suporte de caixa, esta era pendurada por uma correia no ombro do percussionista ou apoiada numa cadeira. William F. Ludwig, percussionista e fundador da Ludwig Drum Company desenvolveu e divulgou o primeiro pedal de bumbo em 1909. 


A partir do momento em que essas invenções estavam disponíveis, um único percussionista podia fazer o trabalho de dois ou três músicos. Desse modo, o kit de bateria, o trap set ou trap drum (como era conhecido no começo do século XX) havia nascido! 

Trap drum ou trap set 

O nome trap, ironicamente, é uma contração da palavra inglesa CON-TRAP-TION, e incluia uma ampla variedade de instrumentos de percussão, como o bumbo e a caixa (vindos da Europa), os tom-toms (oriundos da China), os pratos (da Turquia) e assessórios locais como apitos, chacoalhos (como o nosso caxixi), gongos, triângulo, woodblocks, templeblocks, cowbells e uma estante para pratos. Por volta de 1920 essa configuração era o padrão. 


Os anos 1920 

Os conturbados anos 20 viram o aparecimento do low boy. Como a expressão inglesa deixa transparecer, ele ficava a uns 30 centímetros do chão, e quando pressionado com o pé, o mecanismo fechava e aproximava dois pratos. Os bateristas pioneiros que usaram o low boy foram Warren “Baby” Dodds, Paul Barbarian, Ben Pollack e Stan King. Antes dessa invenção, os bateristas acentuavam os tempos fracos (2 e 4) tocando ou abafando um prato suspenso, com a mão. Agora essa acentuação podia ser feita com o pé esquerdo, liberando as mãos do baterista para tocar ritmos sincopados. Pode-se dizer que essa invenção ajudou a criar a independência dos quatro membros que todos os bateristas modernos utilizam até hoje. 


Low Boy (Cosrtesia de Winnie Mensink) 

O low boy aumentou de tamanho duas vezes durante seu desenvolvimento. Ele primeiro foi levantado para formar o sock cymbal, com mais ou menos 50 centímetros de altura. 


Sonny Greer, da banda de Duke Ellington 

Os anos 30 

O swing reinava nos anos 30. Os grupos de Duke Ellington, Count Basie e Benny Goodman faziam os americanos esquecerem os problemas causados pela Grande Depressão. A música dessa época mudou a sonoridade. As batidas até então tocadas tipicamente na caixa e em instrumentos de “efeito” como os woodblocks, templeblocks e cowbells podiam agora ser tocados no chimbau. Enquanto a mão direita fazia a condução padrão do swing, a mão esquerda ficava livre para acentuar na caixa as convenções dos arranjos. 

Os anos 30 também assistiram ao surgimento do fenômeno Gene Krupa. Seu estilo enérgico o transformou num ícone, e ele acabou influenciando todos os que o seguiram, inclusive quanto ao tipo e tamanho do equipamento que utilizava. Ele ajudou a padronizar o set up de bateria que os bateristas de jazz usam até hoje: bumbo de 24 ou 26 polegadas, caixa de 14 polegadas, tom de 13 X 9 montado sobre o casco do bumbo, e surdo de 16 polegadas. Com exceção do tamanho do bumbo, essa configuração ainda é utilizada por muitos bateristas de big bands, porque é bastante ergonômico para o baterista se mover e fazer solos. Além de desenvolver essa configuração, Gene ajudou na invenção de toms com peles de resposta que podiam ser afinados com uma chave. Ele também foi responsável por desenvolver o acabamento branco pérola que muitos bateristas de jazz adotaram, inclusive Buddy Rich. 

Gene Krupa e Buddy Rich 


Da percursão é bastante antigo, a classificação oficial para este instrumento encaixa na categoria dos MEMBRAFONES, ou um instrumento que cria som através de uma pancada deferida por um objeto normalmente de ponta redonda sobre uma membrana esticada no corpo da mesma. 

Usarmos aqui o termo bateria não é o ideal visto que antigamente a mesma não existia com o mesmo formato que vemos hoje. 


Um bombo, timbalão ou tarola consiste num corpo, normalmente de madeira, uma membrana esticada sobre os dois lados do corpo, umas chaves que que de acordo com o aperto soltam ou esticam a membrana contra o corpo e dai irá provocar diferentes tonalidades de sons. 


Os primeiros registros existentes de algo parecido com esta descrição remontam a 6000 A.C. onde em algumas escavações feitusados nas mais variadas actividades sociais da época. Este instrumento nem sempre foi usado exclusivamente para fazer música, mas também como forma de comunicação.as na Antiga Mesopotâmia trouxeram à luz do dia pequenos tambores cilíndricos datados de 3000 A.C. Muitas pinturas rupestres encontradas em grutas no Perú mostram bombos e tambores. 


A Origem da bateria como é vista nos dias de hoje.

No final do século XVIII (18) os bombos eram usados em New Orleans nas “marching bands”, eram de diferentes tamanhos e afinados em diferentes tonalidades. Chegou-se à brilhante conclusão que um homem poderia tocar mais do que um instrumento e então adicionaram-se os timbalões e os pratos. 

Os primeiros pratos datam de aproximadamente 2.000 a.C., no Oriente. O prato surgiu praticamente junto com a Idade do Bronze, e era mais um instrumento bélico utilizado para intimidar os inimigos do que propriamente um instrumento musical. A foto abaixo ao é de um prato grego datado de 500 a.C. Obviamente não eram instrumentos refinados como os atuais, e estavam mais para gongos que para pratos. O prato com as características "modernas" surgiu aproximadamente no século XVII d.C. na região da Anatólia (hoje Turquia), voltado para o uso sacerdotal e bélico. A China por sua vez desenvolveu uma tecnologia própria para fabricação de seus gongos e pratos, paralelamente à tecnologia turca. O Ocidente assimilou as duas tecnologias e atualmente são produzidos pratos de todos os tipos com todas as tecnologias. Hoje em dia é muito fácil encontrar "Chinas" turcos e Rides chineses no mercado. 



Em 1919 o baterista William F. Ludwing Sr. (1879-1973) “imagem abaixo”, construiu o primeiro pedal de bumbo, essa foi a primeira grande invenção neste instrumento. 


Por volta dos anos 30 o Kit de bateria Standart, como o conhecemos hoje começava a tomar forma, consistia num bombo com pedal, tarola, timbalões, prato de choque e uns enormes pratos suspensos; 

Já nessa altura a Zildjian era a primeira marca registrada no mundo dos instrumentos musicais. Seguiu-se a evolução natural, com o aparecimento dos primeiros mestres da bateria como Jo Jones (1911-1985)... 


...e o grande Gene Kupra (1909-1973),... 




(Bateria usada por Gene Kupra) 

...eles foram pedindo mais e melhor, apareceram os timbalões maiores e um de chão, os suportes para os pratos que até então estavam ligados ao bombo e pedais mais rápidos. 

Por volta dos anos 40 com o aparecimento do estilo Bebop com nomes como Dizzy Gillespie e Charlie Parker, o estilo em si era mais rápido e exigia um conceito rítmico mais melódico e independente. As baterias começaram a ser mais pequenas, mas os pratos eram maiores. 

Nos anos 50 surgem duas inovações, o baterista Louie Bellson... 




...adiciona ao seu kit normal um segundo bombo, o que permitia novas formas de tocar e acima de tudo um ritmo mais acelerado. 

Mas a mais importante foi o que dois amigos , Chick Evans e Remo Belli, descobriram! Juntos desenvolveram um tipo de plástico que substituía as peles naturais que até ai eram usadas, libertando os bateristas de um fardo terrível que eram as mudanças de temperatura que provocavam desafinações quase constantes. Por esta altura começaram a ganhar bastante reconhecimento como músicos e também surgiu uma moda que durou anos que eram as Drum Battles! 


Nos finais dos anos 60 apareceram os bateristas de Rock que voltavam a querer Kit’s de bateria maiores e mais potentes, bateristas como John Bonham e Keith Moon mudavam a afinação das baterias para um registro mais grave e usavam também bombos e timbalões grandes. 





Nos anos 80 houve uma fase de exagero e as baterias eram muito maiores com vários recursos tambores, pratos de todas as medidas. 




Desde então tem ocorrido poucas modificações nos kit’s de bateria. 


* este texto foi composto com vários textos retirados de sites especializados que não continham referência bibliográfica.