terça-feira, 29 de janeiro de 2019

PARTITURA DE BATERIA DO ZERO: (PARTE 1) NOTAÇÕES MUSICAIS

Em uma partitura de bateria tudo começa pela clave. É pela clave, no início da pauta, que você sabe que se trata de uma partitura para percussão. O símbolo pode variar dentre os dois tipos abaixo. A clave de percussão é distinta pois o instrumento de percussão tem altura indeterminada.




Na pauta, devemos saber utilizar os símbolos que caracterizam cada parte da bateria. Abaixo temos um padrão muito utilizado. Observe que cada linha da pauta corresponde a uma peça da bateria. 




Você deve ter um caderno de pauta musical para fazer suas anotações. Não precisa comprar, copie e cole no word e depois imprima. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

TAMBORES: TIPOS DE CASCOS, MADEIRAS

Cedro: Ficou muito popular entre as guitarras inicialmente e devido a praticidade e corte e a facilidade em obter chapas finas com boa densidade, começou a ser usado no Brasil popularizando-se na segunda metade dos anos 90. Possui uma boa envergadura, o que facilita a criação do tambor, tem um timbre mais grave com harmonicos mais agudos no decay, é uma madeira que produz um bom corpo, mas a longo prazo se não for bem cuidada apresentará deficit sonoro decorrente de rachaduras. Tem uma cor mais voltada para o rosa e de cheiro suave porém, bem marcate. 

Bapeva: Ganhou mercado no final dos anos 90 no Brasil quando a RMV começou a frabricar seus modelos com essa madeira. Se tornou lider de mercado durante alguns anos no Brasil. É uma madeira com similiaridades ao Maple Canadence no que diz respeito a densidade e projeção sonora. Madeira comumente conhecida como “goiabão” ou “araça-piranga” é natural do centro oeste do pais, tem uma cor avermelhada ou amarela palida. Seu cheiro é bem destindo e muito resistente para o fim musical, porém precisa ser bem acondicionada pois é um glorioso manjar aos insetos e cupins. 

Copaiba: Além das descobertas no campo medicinal, musicalmente falando é uma madeira surpreendente, com brilho distinto e equilibrado e graves pontuais com muita ataque, acabam por dar vida à instrumentos de ótima qualidade a um baixo custo. Facil de controlar, não tem muito volume de som, se comparado com a bubinga ou maple mas para nossa realidade no Brasil é um instrumento excelente tem um timbre muito definido, é uma madeira muito densa de cor avermelhada e cheiro bem caracteristico 

Araucaria: Madeira ainda considerada em estado de estinção só se permite sua utilização provinda de rigoroso controle fiscal do pais bem como medidas de contrapartida como reflorestamento e corte conciente. É uma madeira que conseguiu galgar um bom espaço no mercado internacional, com um corpo sonoro medio grave e com boa projeção sonora ela também se destaca pela sua peleza e pela facilidade no manuseio durante a frabricação dos cascos, além de prover laminas finas devido sua densidade sem perder as caracteristicas sonoras, quando chamadas as altas frequências respondem com beleza e agresividade, no mercado nacional sem duvida é uma das melhores que temos, seu manuseio e comercialização, assim como a copaiba começaram através da fabrica Odery Drums. 

Teca: Madeira proveniente da India, é cultivada e regulamentada no brasil para utilização segundo as leis de reflorestamento, tem graves muito agresivos o que para bateria é excelente e uma otima projeção sonora, Sua beleza e a forma de suas “veias” chama muito a atenção e cria um aspecto estetico lindo colocando-a no patamar das madeiras nobres 

Mogno: O mogno é uma madeira existente em varias partes do mundo, de todas as madeiras já pesquisadas é a que tem maior ataque nos graves e densidade, seus veios finos e irregulares propiciam uma sustentação sonora além do padrão, porém, não é uma madeira muito facil de trabalhar além de ser esteticamente feia para acabamentos. Devido ao tempo que ela leva pra o plantio e corte bem como suas qualidades acusticas os instrumentos feitos de Mogno principalemente o aficano acabam ficando dentre os mais caros 

Bubinga: Outra madeira de origem africana, que assim como o mogno possui uma frequência de graves acima da media, madeira escura e de veias grossas, tem muito volume e progessão sonora devido suas veias longas, seus tronco passa facil do 1 metro de diametro e pode chegar facil a ter 50 metros de altura. 

Birth: Destacado a frente de todas como a madeira mais equilibrada entre medios, agudos e graves se tornou a preferida nos estudios de gravação, facil de afinar e de chegar a um ponto de versatilidade que as outras madeiras até agora não conseguiram atingir, seu som é presente e equilibrado o que dá um brilho a mais à estes tambores. 

Maple: Talves seja a madeira mais utilizada na frabricação de baterias juntamente com o Birth e o BassWood, existem mais de 120 tipos de maple hoje registrados, sendo que em algumas partes do mundo ele é usado como alimento devido a concentração de açucares nessa madeira, mas ela além dessa “doçura” toda (mais uma da serie trocadilhos infames fora de hora), ela também é uma madeira com graves muito solidos e equilibrados e agudos harmoniosos, além de ser uma madeira resistente para botar na estrada em shows e coisas do tipo. O mais comum é vermos baterias feitas com o maple amarelo ou branco, mas existe também o maple vermelho que é um pouco mais denso e rigido que os demais. A arvore de Maple é muito linda também, vale a pena você dar uma pesquisada. 

Basswood: Das madeiras utilizadas na fabricação de baterias é considerada a menos nobre, natural de clima temperado tem “veias mais secas, e uma tendência aos graves, ficou muito popular na fabricação de corpos de guitarras também. No geral não podemos descrimina-la por ser considerada “inferior” é que a gama de frequência dela a torna limitada e sua fragilidade deixa o instrumento a desejar, contudo quando bem acabada e salvos a forma correta de guarda-lá viram um canhão, em alguns casos podem surpreender, ao adquirir um tambor desses à colagem das laminas se tornam impresindiveis para se ter um bom tambor. 

Ash: É uma madeira comumente usada na frabicação de guitarras, sua caracteristica sonora é muito limitada, com fibras grossas e porosas, se torna uma madeira muito agressiva. Com ataques cortantes e muito grave é um tambor com boa projeção de sonora e responde à baixas frequências muito bem, está madeira apresenta um envelope dinamico mais curto também, ou seja, o som “morre” mais rapido. 

Marfim: O marfim é outra madeira nacional que vem ganhando mercado e caindo no gosto do brasileiro des de o inicio dos anos 2000. Em primeiro lugar o custo acessivel desses tambores facilitou a adesão no mercado, mas claro se não fosse sua sonoridade e praticidade não teria se mantido tanto tempo. É um tambor geralmente bem equilibrado que agrega peculiaridades do maple e do birth. Tem um grave encorpado e com um ataque suave, seu decay é atenuado entre medios e agudos o que facilita seu controle em estudio, porém sua capacidade sonora, ou seja, seu volume natural é o seu ponto fraco, a resistência desta madeira a longo prazo também não é satisfatória no entento se justifica pelo seu preço de mercado. 

Beech: Madeira de caracteristica nobre, comumente usada pela Yamaha, o Beech tem caracteristicas de cor clara e se classifica entre o maple e o birth, é uma madeira bem equilibrada porém limitada, mesmo sendo mais evidente nas regiões de média frequência, falta-lhe uma presença no seu envelope dinâmico substâncial, seu som é “mais para dentro” tem um tiro (ataque) curto e sem muita pressão e seu decay é harmonioso e equilibrado com leve tendência as altas. Isso à torna propícia à gravações, porém para estilos de baixo volume onde não seja necessário um ataque tão evidente e muita pressão sonora (mpb, jazz etc.), é um excelente tambor, porém com grandes limitações. 

Além das madeiras também temos outros materiais, mais usuais na fabricação da caixa da bateria, mas também (como tem louco pra tudo nessa terra!) alguns usam nos tambores (pra nossa alegria!) 

Acrilico: Ao que todos pensam os tambores de acrilico na maioria das vezes são mais pesados que os de madeira, tem em média 6mm de espessura e são muito rigidos, duros. Por não ter a porosidade e a textura da madeira oferece um som muito cheio e ressonante, em alguns casos dificeis de controlar, é comum não termos definição quando tocamos muitas notas em velocidades altas nos tambores, principalmente nos mais graves. 

Aluminio: Cascos de aluminio podem ser classificados de varios tipos e expessuras, tipos de corte, torneamento e martelamento. A grosso modo são cascos de muito volume e cheio de harmonicos, com ressonância que dependendo do som que se busca é bom evitar ou controlar com abafamento e gates em caso de gravações. Para estilos como Rock, funcionam muito bem, no entanto são mais comumentes usado na fabricação da caixa da bateria e raramente vemos uma bateria toda em aluminio. 

Bronze: Material também comumente usado na fabricação de caixas o Bronze por ser proveniente de uma fusão de materiais tem um som mais vivo e com mais brilho, com uma abramgência tonal maior. 

E também temos os CASCOS HIBRIDOS. Cascos de tambores criados sob a junção desses materiais, geralmente parte com madeira e mais algum material, mas não existe uma regra especifica.

Texto retirado da apostila de Clodoaldo Paiva© Todos os direitos reservados - Professor de Bateria e Percussão Curitiba-PR




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A LENDA DA BATERIA PEARL EXPORT

Na vitrine ela resplandecia para olhos cobiçosos de um instrumento digno. era uma bateria de entrada da Pearl, mas era a melhor dessa categoria, com acabamento impecável e sonoridade excelente. A Peal Export fez muito sucesso nos anos 90, década em que comecei a tocar bateria. Muitos artistas usavam Pearl. Muitos discos foram gravados com ela (Mamonas Assassinas, Charlie Brown Jr., etc)

A Pearl Export é, até hoje, a bateria mais vendida. São mais de 30 anos sendo a bateria número 1 em vendas no mundo. (o kit Export milionésimo foi produzido em 1995).



Fundada em 1952, a Pearl Drums é uma empresa multinacional com sede no Japão, com uma vasta gama de produtos, instrumentos de percussão predominam. Kit Pearl produz padrão e personalizado, bem como tambor de banda e orquestra de percussão.


História de Pearl Drums

A Pearl foi fundada por Katsumi Yanagisawa, que começou a produção de música está localizado em Sumida, Tokyo 2 de abril de 1946. Em 1950 Yanagisawa mudou seu foco para a produção de tambores e chamou sua empresa "Indústria de Pérolas, Ltd."

Em 1953, o nome da empresa foi alterado para "Pearl Drums", e a produção foi expandida para incluir kits de bateria, percussão, tambores marchando, percussão latina, pratos, suportes e acessórios.

O filho mais velho de Yanagisawa, Mitsuo, juntou Pearl em 1957 e formou uma divisão para exportar produtos Pearl em todo o mundo. Para atender à crescente demanda global por kit de bateria desde o advento do rock and roll, em 1961 Pearl construiu uma fábrica de 15.000 pés quadrados (1.400 m2) em Chiba, no Japão para produzir kits de bateria de baixo custo, que traziam os nomes marca de mais de trinta distribuidores como Maxwin, CB-700, Stewart, Werco, Ideal, Crest, Revelle, Revere, Lyra, Majestic, Whitehall, Apollo, Toreador, Roxy, e Coronet.

Em 1966, Pearl introduziu sua primeira bateria profissional, o "Presidente Series".

Por um tempo, no início de 1970, Pearl foi distribuído em os EUA por Norlin, a empresa-mãe da Gibson Guitars na época.

Hoje, a operação de Pearl de Taiwan inclui cinco plantas cuja produção suprimentos quase todo o mercado mundial de produtos pérola. A fábrica original de Chiba agora se volta para o mercado doméstico japonês, produzindo kits de bateria, bateria de marcha, tímpanos, sinos e sinfônica.

Adams Instrumentos Musicais são vendidos em os EUA através de retalhistas Pearl, Hughes e Kettner amplificadores de guitarra e baixo são distribuídos através do armazém de Pearl em Nashville, Tennessee e Sabian pratos são distribuídos no Japão através de revendedores Pearl.

Pearl criou vários produtos, como cascos que foram feitas de um composto chamado de "fibra de vidro de madeira", nos anos 70. Outras inovações, incluindo os primeiras cascos que eram ligeiramente subdimensionado, de modo que a cabeça do cilindro se estenderia para além das bordas, como um gongo tambor. Também fabricou cascos sem costura, escudos de acrílico extrudido que eram diferentes que as conchas Vistalite guias-e-costura usado por Ludwig. Pearl também desenvolveu o tubo dobradiça projeto tom-braço amplamente copiado por muitos outros fabricantes de bateria.

A construção de Pearl Drums

Os cascos da Peal eram feitos para mais de 30 empresas. Em 1960, eles deixaram de fazer escudos para outras empresas, e os tambores começou a produção com seu próprio nome e usar a Pérola logotipo pela primeira vez.

Sua técnica de construção é conhecido como SST ou "Superior de Tecnologia Shell." Todos os tambores da Pearl apresentam essa tecnologia de construção. Cada camada é colocada num cilindro, e a pressão é aplicada a partir de ambos os lados. Enquanto na imprensa, o casco é aquecido para trazer a cola para ferver, forçando assim através do grão de madeira e fundindo as conchas com muito rigor. As camadas individuais são unidas e todas as costuras são compensados, resultando em um tambor "seamless" (A Pearl demonstra a força deles no estacionamento de um Humvee com o seu pneu em um tom shell). Isso cria uma força de tambor incrível.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ANDAMENTOS

As palavras para identificar o andamento (velocidade da música) existiam antes da invenção do BPM (batidas por minuto), este muito mais preciso. Mas são termos ainda úteis no diálogo entre os músicos, quando não se quer ou não se pode ter o auxílio de um metrônomo.

Como as palavras estão relacionadas com o caminhar de uma pessoa, o sentido é rapidamente apreendido. Diferente dos números, que exigem tempo de experiência com o metrônomo para identificar o andamento.




domingo, 4 de setembro de 2016

TUDO SOBRE BAQUETAS

Antes de tudo, é importante que você, baterista iniciante, saiba que a baqueta de madeira não deve ser substituída por varetas de bambu, vassourinhas ou coisas do gênero no momento de seu estudo. Isso porque somente a baqueta de madeira vai te proporcionar o peso para conquistar um rebote adequado para o treino da alavanca e o controle de intensidade das notas. Você pode até treinar em superfícies com pouco rebote, mas nunca sem uma baqueta de madeira! Ou sua evolução estará seriamente comprometida. As vezes substituímos uma baqueta de madeira por uma vareta de bambu para reduzir o volume, mas isso não é indicado. Vassourinhas e varetas de bambu ou similares são para usos muito específicos e possuem técnicas específicas, indicadas para performances em estilos suaves, como a bossa nova e o jazz, ou em situações acústicas de pouco volume.

Outra dica: prefira baquetas feitas de madeira hickory. Elas são mais resistentes e duras, proporcionam um bom peso para o treino nas mãos e não se degradam tão facilmente como outras madeiras. Existem outras madeira duras, mas a de hickory é a mais popular e mais facilmente encontrada. Mais uma dica: experimente vários tamanhos de baqueta, mas para certos exercícios uma baqueta muito grossa e pesada não dará para você um bom resultado (exemplo: papa-mama). Certamente que o treino com baquetas mais pesadas como a 5A vai te deixar com maior resistência e potência quando você for usar uma baqueta mais leve como a 7A, portanto, o legal é alternar o uso de baquetas em diferentes exercícios.


Antes de falarmos das baquetas de madeira, lembro que existem diversas formas de percutir em uma pele de bateria. John Bonhanm (Led Zeppelin) utilizava as mãos e também duas baquetas em cada mão. Pode-se utilizar vassourinhas, varetas de bambu e baquetas com ponta de feltro (essas são utilizadas para efeitos em pratos, surdos e tímpanos, nunca para conduzir). Mas certamente as baquetas de madeiras são essenciais e insubstituíveis.

A baqueta é um objeto em forma de pequeno bastão, geralmente, com uma das extremidades arredondadas, para percutir diversos instrumentos musicais. Pode ser feita de vários materiais, principalmente de tipos variados de madeiras, plásticos e/ou fibras.

As pontas podem ser arredondadas em formatos diferentes, esta variação é devida a peculiaridade exposta por cada ritmo, e elas podem ser de plástico, borracha, madeira, vidro e /ou outros materiais, fica ao gosto do músico, pois cada um extrai um som diferente. 

Os diferentes tipos de materiais causam diferentes sons, assim como as diferentes peles dos instrumentos percutidos. 

As baquetas têm vários tamanhos e densidades, que se adaptam ao estilo musical e à sonoridade que o baterista queira produzir. Uma baqueta mais densa propicia um som mais forte, enquanto uma baqueta mais longa propicia um controle maior.

Existem vários tipos de baquetas, variando em seu tamanho, peso, espessura. Cada tipo geralmente é indicado a um determinado estilo musical. Mas os tipos de baquetas também podem ser escolhidos, levando em conta o gosto pessoal. 

As baquetas modelo 5A são as mais utilizadas, não são nem pesadas nem leves. São muito indicados para iniciantes, e a estilos musicais não muito pesados (pop, rock, country, samba, reggae, etc). Já o modelo 5B é um pouco mais pesado. É indicado para práticas de exercícios técnicos e a estilos de música um pouco mais pesada (hard-rock, heavy-metal, etc); as baquetas 7A são indicadas para quem gosta de tocar algo mais ágil como o jazz, tem uma pegada mais leve, e em geral é a mais usada por sua leveza e versatilidade. 



Antes da década de 1950, não existiam empresas especializadas em fabricar baquetas. Os próprios fabricantes de baterias e outros instrumentos de percussão, confeccionavam e comercializavam as baquetas. Também havia bem menos modelos do que atualmente e seus nomes eram dados de acordo com a aplicação. Desde aquela época, as três designações mais comuns são baquetas “A”, “B” e “S”. 


Letra “B”: era referente à “Band” (banda) e serviam para as baquetas direcionadas para bandas de teatro, “big bands” ou para orquestras. Letra “S”: era referente à palavra “Street” (rua), e especificava os modelos feitos para serem usados em bandas marciais e/ou fanfarras. 

Letra “A”: a origem para utilização desta letra é um pouco vaga. Aparentemente ela identificava as baquetas que não se enquadravam como “B” ou “S”. O mais evidente é que eram referentes à expressão “All Purpose” (de uso geral). 

Os números nas baquetas servem para dar uma impressão a respeito de seus tamanhos. Nos modelos “A” e “B”, quanto maior o número, menor é a baqueta. 

Exemplificando, uma baqueta 2B é maior que uma 5B, uma baqueta 7A é menor que uma 5A. 

As baquetas de bandas marciais e/ou fanfarras, são designadas com esse conceito numérico ao contrário. Exemplificando, as baquetas 1S são menores que as 2S, que são menores que as 3S. 

Estas identificações podem até nos confundir, além de que dificilmente encontraremos alguma fonte de informação que saberá explicar exatamente os motivos. Alguns destes detalhes foram perdidos na história. 



Classificação 

7A 
Geralmente o mais leve dos tipos, as baquetas 7A são utilizadas para estilos que exigem menor volume, maior leveza e delicadeza como jazz, bossa e samba. Também muito utilizada por iniciantes e estudantes. Por serem mais leves e finas podem quebrar mais facilmente. 

5A 
Baquetas 5A são em geral mais resistentes que as 7A. Utilizada comumente para estilos um pouco mais pesados e que pedem mais volume como o rock. 

5B 
São bem mais pesadas e resistentes. Possuem um maior diâmetro e por consequência mais madeira e são usadas para estilos mais pesados como heavy metal e outras vertentes de rock. 

2A e 2B 
São bem mais grossas e pesadas do que as que falamos anteriormente. São também mais resistentes e duram mais. São frequentemente usadas pelos bateristas das bandas mais pesadas. 





SEGURANDO UMA BAQUETA





DIFERENTES CABEÇAS



PARTES DA BAQUETA (CORPO)



FONTES:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Baqueta

http://www.baquetasliverpool.com.br/conheca-as-baquetas-2/

http://www.clubedobaterista.com.br/baquetas/como-escolher-o-tipo-baqueta-ideal-para-voce

sexta-feira, 29 de julho de 2016

AS PRIMEIRAS BATERIAS

O início da bateria se dá nos EUA, portanto os kits que você verá não são encontrados no Brasil, pois a bateria chegou mais tarde por aqui. Lá nos EUA, as primeiras baterias modernas surgem na década de 20. Modernas pois já vinham com estante de caixa e pedal de bumbo, peças que não existiam antes. O bumbo, antes disso, era tocado com o pé ou baqueta e a caixa segurada com talabarte, herança das bandas marciais que forneceram parte das peças que criaram a bateria moderna.

As primeiras baterias eram montagens muito criativas que geralmente incluíam tons chineses, blocos de madeira, címbalos do tipo China, os "low boys" ou "címbalos de meia" que precediam o moderno chimbal. E, claro, os grandes tambores e tarolas nas pequenas e finas estantes.

Aqui estão as vistas frontal e traseira de um belo kit antigo de 1930 que apresenta um design de "mulher aranha" na cabeça (pele) do bumbo. Vemos o familiar tom chinês, o pequeno bloco de madeira dupla que também era comum em kits desta época, o misterioso prato de pé montado no canto da pele de ataque do bumbo, um prato tipo China suspenso e um pandeiro. E a caixa, claro. Observe também o silenciador e o livro de instruções do bumbo! 

Abaixo podemos ver outro lindo kit antigo de 1929, feito por Ludwig e Ludwig. Pintura artesanal na pele do bumbo como era comum na época. O acabamento (superfície externa do bumbo e caixa) é chamado "Pérola de Pavão". A peça vermelha é o tom chinês. Dentro do pandeiro vemos algum tipo de sinete grande montado em um cabo de madeira. E há aquele prato montado no bumbo, logo à direita do pedal do bumbo. 


Na imagem seguinte, uma foto moderna de um kit antigo que quase certamente foi montado a partir de partes distintas que originalmente não estavam juntas nesta forma (originalmente esses kits eram mais simples, como as imagens de cima). Mas quem quer que o tenha juntou ficou com itens vintage: quatro tom-toms chineses (bastante grandes, especialmente aquele que fica em pé e que está visível e na posição em que encontraríamos um tom moderno tipo surdo) , um conjunto de blocos de templos (parecendo novos ou restaurados), uma mesa de percussão (trap, em inglês) para pequenas percussões e outros, e alguns pratos, incluindo um tipo chinês.


Observe o bumbo brilhante: por dentro há uma lâmpada, que, além de deixar o tambor bem legal, serviu à finalidade prática de manter as cabeças do bumbo aquecidas, portanto, mais apertadas. Era uma forma de se manter a afinação desejada, pois as pelas de animais eram muito sensíveis a temperatura.


O sistema de afinação nos velhos tambores eram com corda, como em muitos instrumentos de percussão utilizados atualmente. A corda se dividia nos dois segmentos superiores, formando a forma da letra Y. Nesse ponto, há uma manga de couro em forma de leque que a corda está passando através. Esta manga pode ser deslizada ao longo do comprimento do cabo, para apertar ou diminuir a tensão. 

Agora, mais um ponto de interesse: uma certa tecnologia obscura que estava em uso nas baterias da época: dê uma olhada no pedal do bumbo nas imagens acima. Especificamente, na haste de metal que vai do pedal até a bola do batedor. Lá você verá um pequeno pedaço de metal curvo, a cerca de um terço do caminho da haste do batedor. Isso tocaria o pequeno prato que você vê montado no bumbo logo à direita do pedal do bumbo. Engenhoso! O baterista poderia obter dois sons com um golpe do pé. Mas, pensando um pouco mais, você poderia imaginar que o baterista poderia ter quatro sons. Como assim? Depende se o impacto do pé do baterista é uma recuperação rápida (o que faz o bumbo e o prato ressonarem e tocarem, respectivamente) ou se o seu strike "permanece" no tambor e prato, o que resulta em um tom mais suave do bumbo e um som entupido (mais parecido com um chimbal fechado) do címbalo. Também o metal curvo podia ser girado para dentro ou para fora da posição de tocar, de modo que o prato não soaria nada se o baterista não quisesse.

Na imagem abaixo, vamos observar os vários itens de percussão incluídos neste kit: há um prato suspenso tipo China e dois (ou são três) cowbells, além de um bloco de madeira montado no topo do bumbo. Em seguida, há um triângulo pendurado na frente da cabeça do bumbo para o lado esquerdo e, anexado ao lado direito, um item de percussão cujo design permaneceu praticamente inalterado ao longo das décadas: é uma catraca, tocada por uma manivela pequena. A catraca é afixada no aro do bumbo por meio de um parafuso.

Note também o gongo ao lado da parede. Agora vamos dar uma olhada mais de perto no anexo do pedal do bumbo que falamos logo acima.


A imagem mostra que algumas pessoas estavam experimentando e sendo criativas desde o início. É claro, a criatividade é inerente à condição humana. Além dos itens familiares que vimos até agora, este kit ostentava uma catraca, buzinas triangulares, um grande sino pendurado, um pandeiro, um par de instrumentos de percussão um par de pequenos gongos e diversos sinos. E esse deve ser o maior prato usada nesta época.



Agora observem a imagem abaixo. Dê uma olhada nesse pedal de bumbo! Observe a caixa, que não está em seu próprio suporte, mas sim presa ao bumbo. Isso significa que o talabarte estava sendo aposentado e a estante de caixa estava para ser inventada logo (uma transição). Essa tarola (caixa), a propósito, é muito antiga. Apenas cinco garras de afinação e as que funcionam com manivela. Observe também que tem aros de madeira e peles de bezerro. 


Há um braço em forma de T montado no bumbo (preso ao aro) fazendo o trabalho triplo: segurando um pequeno prato suspenso, triângulo e bloco de madeira. Também um pandeiro é montado no bumbo.

Estranhamente, o prato montado na bateria do bumbo tem seu próprio pedal dedicado, o que significa que o baterista teria que tirar o pé direito do pedal do bumbo para tocar o prato do pé. Não é uma ideia particularmente elegante. Eu imagino que um baterista destro teria montado este prato e pedalaria no lado esquerdo do bumbo. 

(OBS: ESSA POSTAGEM ESTÁ EM PROCESSO DE PESQUISA, LOGO TEREMOS MAIS CONTEÚDO!)

sexta-feira, 12 de junho de 2015

HISTÓRIA DA BATERIA NO BRASIL

A história da bateria no Brasil está intimamente ligada ao surgimento das bandas de metais nos anos de 1830, com a criação da banda marcial da Guarda Nacional. Logo esses grupos se proliferaram por todo o país e por volta de 1880 animavam os bailes tocando as músicas da época como : polcas, valsas, maxixes, dobrados e outras. O momento exato da chegada da bateria no Brasil é controverso, há evidências que o pianista e baterista norte-americano Harry Kosarin tenha sido o primeiro baterista a tocar com a orquestra do maestro Souza Lima em São Paulo por volta de 1919. 

As primeiras aparições de bateristas brasileiros são feitas nas salas de cinemas onde fazem a sonoplastia para filmes mudos, onde o baterista normalmente usava uma caixa sobre uma cadeira, um bumbo ,sem pedal, que era tocado com as mãos ou mesmo com chutes, e um prato pendurado na grade que separava a platéia dos músicos. O samba surgiu um 1910 no princípio acompanhado de piano e instrumentos de corda e de metais, foi só a partir de 1920 é que surgiu um outro tipo de samba, o samba batucado surgido na Estácio de Sá, onde havia uma grande participação dos instrumentos de percussão. 

Entre 1920 e 1950 não se tem muita coisa sobre a bateria no Brasil. 
Foi à partir de 1950 com o surgimento da bossa nova é que mudou o cenário musical brasileiro. O samba vai tomando o seu formato na bateria através das bandas do cassino da Urca e da Rádio Nacional. O aparecimento das primeiras baterias brasileiras é muito confusa, alguns dizem que foi a fábrica de baterias Caramuru a primeira a fabricar baterias no Brasil. 

A bateria Pinguim surge em 1952, inspiradas nas já famosas baterias Ludwig. As baterias Pinguim foram muito usadas por músicos das mais variadas vertentes musicais de 1952 até o final dos anos de 1970, nos anos 80 eram os melhores instrumentos feitos no Brasil. 

Foi também nos anos 50 que surgiram outras marcas de bateria como a gope , saema , rollstar e taiko, mas essas não tinham um padrão definido, algumas vezes o instrumento tinha um ótimo som em outras vezes deixava a desejar. Ainda nos anos 50 surgiu a fábrica de pratos Ziltanann, um prato que fez muito sucesso entre os anos 60 e 70. 

Na década de 1980 Tibério Correa começou a fabricar as baterias Luthier, feitas a mão com alto padrão de qualidade, ainda nos anos 80 Raul Sperloni funda a Raul instrumentos de percussão que além de congas e bongôs produziu ferragens para bateria de altíssima qualidade, fato inédito no Brasil até então. A marca Raul foi incorporada pela Bauer Percussion. 

Nos anos 90 com a abertura do país para produtos importados as grandes marcas como tama , pearl, gretsch, slingerland, ludwig, yamaha fizeram sua estréia em terras brasileiras. As dificuldades impostas pela entrada de instrumentos importados, pois muitos deles eram fabricados na china e chegavam aqui com baixíssimos preços, não acomodou a indústria nacional. Hoje há marcas como a Odery famosa mundialmente e que tem representantes pelos Estados Unidos e Europa, temos ainda a RMV e a Adah, os pratos Ziltanann estão de volta no mercado sendo fabricados pela Weril , e ainda falando de pratos temos a Orion e a Octagon sem falar nas peles de altíssima qualidade da RMV , Gope , Batera e Luen.

autor/fonte: http://joaoamilton.blogspot.com.br/2012/07/bateria-no-brasil.html